No nosso dia a dia na BrasilRad, dialogamos com técnicos, gestores e médicos sobre como as leis moldam a segurança dos pacientes e a sustentabilidade dos serviços.
Por isso, quero convidar você, especialista em medicina nuclear, a refletir conosco sobre o Projeto de Lei 2167/2025, que institui a Política Nacional para o Desenvolvimento da Medicina Nuclear. Ao mesmo tempo, um estudo recente da CNEN mapeou o avanço da modalidade no SUS entre 2015 e 2021, revelando um quadro de crescimento desigual: de 449 serviços em todo o país, apenas 159 são unidades de PET, e mais de 50% estão no Sudeste. Esse é o momento de unir dados e propostas e transformar essa realidade.
Oportunidade Histórica
No dia 19 de maio de 2025, o Senado aprovou a tramitação do PL 2167/2025, de autoria do Senador Marcos Pontes, que prevê a descentralização da produção de radiofármacos, criação de radiofarmácias regionais e incentivo ao reembolso diferenciado. Trata-se de um passo decisivo para alinhar o Brasil ao ritmo global — hoje, a medicina nuclear é a especialidade que mais cresce no mundo.
Desafios Expostos pela CNEN
Em fevereiro de 2025, a CNEN divulgou estudo que escancarou duas realidades preocupantes:
- Concentração Regional: mais da metade das unidades de PET está no Sudeste, enquanto o Norte possui menos de 5% do total.
- Dependência de Insumos: quase toda a nossa matéria-prima vem de fora, submetendo clínicas e hospitais a gargalos logísticos e risco de desabastecimento.
Armadilhas ou Soluções?
O vice-presidente da SBMN, Dr. Paulo Almeida, destaca o “calcanhar de Aquiles” do setor: a escassez de insumos e a fragilidade da produção nacional de radiofármacos. Sem um parque produtivo robusto, custos disparam e regiões menos estruturadas permanecem à margem.
Já a pesquisadora Lorena Pozzo, da CNEN, aponta como caminho parcerias público-privadas e investimentos em reatores multipropósito — ações capazes de baratear insumos e reduzir a dependência externa. Mas sem um governo regulatório integrado (ANVISA, CNEN, ANS, Ministério da Saúde e associações científicas), corremos o risco de ver a política ficar no papel, em vez de gerar impacto real.
Por que esperar?
Se continuarmos apenas debatendo, enquanto Europa e vizinhos latino-americanos avançam em células-tronco radiofarmacêuticas e PET híbrido, ficaremos sempre um passo atrás. A rigor, já temos tecnologia e cientistas de ponta: falta-nos vontade política e integração efetiva de órgãos reguladores e agentes do setor gov.br.
Pergunto a vocês, colegas da comunidade da medicina nuclear: vamos deixar o Brasil reagir às crises de abastecimento ou assumir protagonismo, criando nossa própria cadeia de valor?
Com este artigo, espero não apenas informar, mas desafiar nossos pares a enxergar a urgência e a complexidade do tema — e, sobretudo, a agir.
Autores: Walmoli e Tiago Jahn, Diretores da BrasilRad
Referências principais:
- ABEN: “Brasil pode avançar em diagnósticos e tratamentos com nova política para Medicina Nuclear” (19/05/2025) aben.org.br
- CNEN: “Estudo aponta desafios e oportunidades para a medicina nuclear no Brasil e o acesso equitativo no SUS” (18/02/2025) gov.br
- Projeto de Lei (PL) nº 2167/2025, que institui a Política Nacional para o Desenvolvimento da Medicina Nuclear https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=168436
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